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Oi...
Gozei!!! 
E foi um orgasmo filosófico... heheheh que pena! Hehehe Lembrei-me agora de Espinosa propondo o amor intelectual de Deus... heheheh
Bem, fiquei devendo o fruto da reflexão anterior, e aos que não me conhecem ainda, advirto que tenho uma forte tendência a não concluir o que começo... mas, enfim, é apenas uma tendência, o que não significa que nunca termino nada... A verdade é que a vida, às vezes, se nos apresenta como um barco a velas... no qual todo o segredo é não insistir em determinada direção se o vento já mudou... Então, por favor, sem cobranças...

Mas... Depois da pressão acadêmica para a elaboração de um trabalho sobre Francis Bacon (o qual eu odiei, desde o princípio fato esse que em nada diminuiu a minha disposição em vasculhar sua obra), fui obrigada a elaborar o que seria a demonstração do que nele percebi e refleti... Foi um parto!!!!!! Na Terça e no início da Quarta estive me contorcendo... tive medo desse filho Ter problemas, ser defeituoso, tive medo que ele não correspondesse aos planos que fiz.. e em alguns momentos quis fugir... mas eu sabia que nãos se foge de um parto... depois de fecundado em você a semente... só há duas saídas: abortar ou deixar nascer... e embora eu soubesse que aquele seria um parto prematuro, já era tarde para abortá-lo... Nasceu!!! Não tenho charutos, mas se tivesse, ofereceria aos cavalheiros que me visitam... As damas ofereceria um bombom...
Estou feliz... no esgoto, mas feliz... heheheh ops... Eu disse esgoto??? Hehehe eu quis dizer esgotada!!!! Mas não é estranho que esgoto e esgotado se pareçam tanto??? As palavras às vezes aparecem tão misteriosamente... e como um grande mistério... As palavras, penso, são mesmo meio mágicas... há tantos truques que as envolvem... há palavras tão vazias... e outras tão cheias de significação... o que será que esgoto tem com esgotado? Se alguém souber, por favor me falem...

Mas é estranho também... o fato de parir e gozar... fisicamente gozamos primeiro e parimos depois... mas ao parir o fruto de minhas reflexões... a sensação anterior ao esgotamento é sempre um prazer intenso e calmo... acompanha um vazio... um oco... antes do parto havia todo um trabalho para sua chegada... e esse dominou a mente e a rotina por tantos dias... Agora, fora o cansaço, nesse descanso, uma sensação de... de o que faço agora? Se esse fruto, fosse como uma criança necessitando de atenção não haveria vazio... mas a obra intelectual já nasce como Macunaíma... nasce pronto! Absolutamente pronto!!! Se há defeitos, é defeituoso e pronto! Não há vacinas! Podemos até preparar um outro para emendá-lo, mas aí já é outro parto... Mas... o meu bebê é uma gracinha... e é tão sapeca... Penso que ele não me trará nenhum problema quando avaliado por outros... mas se não for bem aceito... não importa.... é o meu bebê...hehehe

Pois é... apenas viajei... e essa também é outra característica dessa que aqui escreve...hehehe
Ainda estou extasiada... no próximo post continuo a proposta...J

beijinhos
Escrito por Deb às 11h45
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Lembrei-me agora do filme "A Guerra do Fogo", quem não viu deve ver!

Desde a primeira vez que o assisti fiquei fascinada com as cenas de sexo do filme. E a guerra do fogo exibida no contexto literal do filme em nada aplacava a guerra do fogo percebida nos animais quase em estado bruto ali personagens e a que em mim latejava...

Eu deveria fazer uma análise para um trabalho de história da escola. Entretanto com os olhos arregalados na tela diante da naturalidade que um macho/homem se aproximava das fêmeas/mulheres que de quatro bebiam água na beira do rio, e sem cerimônias, sem alarde trepava em uma e a cobria como um cavalo, eu estava embasbacada, encantada!

Senti a excitação imediatamente. E não fugi dela! Não achei que fosse anti-natural. Claro que fiz o trabalho de História. E pasmem não omiti minha opinião quando umas das questões do professor indagava: Qual a cena do filme que você mais gostou? E eu respondi: Gostei de acompanhar a evolução do interesse da fêmea – que em breve poderia ser chamada de mulher por determinado macho.

E a cena que mais me impressionou foi a cena final em que ao ser mais uma vez coberta pelo macho numa relação sexual completamente animal ela se vira de frente e o envolve com um carinho e prazer absolutamente original e igualmente percebido. Parece-me que esse momento no filme quis marcar a evolução sentimental do animal Homem! Naquele cruzamento havia mais que puro instinto! Essa cena é de uma sensibilidade quase indefinível; pura arte!
Bem, tirei dez no trabalho e anos depois lendo uma crítica do filme, não me recordo de quem ou o porquê, o comentador citava essa mesma cena como uma das mais belas e significativas do filme.
Mas toda a beleza poética do filme não mascara a excitação que aquela primeira cena provocou em mim. Excitação tão forte que fez meu sexo gritar, latejar!
E hoje resolvi pensar essa excitação!
Voltarei amanhã com o resultado desse pensar.

Até lá!
Escrito por Deb às 07h58
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Proposta inaugural!!!!!
Eu te proponho...
Somos animais sempre??? Dizem que o que difere o Homem do Animal é o racional. Mas exatamente o que isso significa? Significa então que não somos animais? Ninguém – que eu saiba jamais se atreveu a afirmar isso! Dizem, então, que somos Animais racionais. Racionais, porém animais!
E se há um campo em que o racional reclama o animal que é, esse com certeza é o sexual. Pois bem a proposta desse Blog é o de discutir a minha, a sua e quiçá a sexualidade humana. Sem preconceitos tentarei que esse canto não se torne vulgar.
A questão principal é a seguinte: O ato mais importante da raça humana, quem sabe o mais natural, e por que não dizer, o mais prazeroso, o mais fisicamente sentido e ansiado acaba muitas vezes por ser o mais negligenciado, mais reprimido e gerador de tantos traumas e neuroses. O racional esse sábio em nós consegue muitas vezes acorrentar o animal sadio que no cárcere enlouquece... Mas o racional que raciocina com razão sabe que, embora possa aconselhar sobre o parceiro ideal, deve no encontro carnal apagar as luzes da mente e deixar o ser iluminado apenas pela paixão...

Escrito por Deb às 14h24
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